Vazamento de fotos íntimas: meninas criam aplicativo para combater o slut shaming

Um grupo de seis meninas de 16 anos de idade criaram um aplicativo de celular para enfrentar o que consideram o maior problema de sua comunidade: o slut shaming depois do vazamento de fotos íntimas. A ideia é acolher meninas adolescentes vítimas desse tipo de crime em um aplicativo que permite que elas conversem com outras vítimas, aprendam sobre como estão protegidas pela legislação e sejam convidadas a participar de grupos presenciais para combater o bullying.
“Se eles usam apps para nos humilhar, nós revidamos usando apps para nos empoderar e organizar!”, é o mote do grupo. “O nosso aplicativo irá falar sobre violência virtual sofrida por mulheres, em especial o vazamento de fotos íntimas, tema urgente a ser tratado. Por isso, pensamos em fazer esse aplicativo, para dar apoio a essas mulheres, levar conhecimento e nos unir”, dizem as meninas - Camila Ziron, Estela Machado, Hadassa Mussi, Larissa Rodrigues e Letícia Santos, todas no Ensino Médio.
As meninas, que moram em Santos (SP), participam do concurso Technovation Challenge, no qual grupos de meninas do mundo inteiro participam com um protótipo de aplicativo que resolva um problema local. No Brasil, há outros grupos competindo entre si, com um total de 350 meninas. Um deles será escolhido para apresentar e defender sua proposta na Califórnia. No final do concurso, o melhor aplicativo ganha 10.000 dólares de financiamento e suporte para desenvolvimento.
“O principal problema disso tudo é o slut shaming que as meninas sofrem, seguido por completa exclusão social, então pensamos em solucionar este problema que leva muitas a se mudarem de cidade, terem depressão, suas vidas despedaçadas, e muitas vezes infelizmente culminam em suicídio. Sonhamos com o dia em que a sociedade brasileira vá parar de culpabilizar as mulheres, que são vítimas do machismo e da cultura do estupro, e comecem a punir os meninos ‘vazadores’ das fotos que são criminosos e mantém girando a roda de violência contra a mulher”, disse ao Brasil Post a mentora do projeto, Juliana Monteiro.
Juliana trabalha em uma plataforma para facilitar a mobilização feminista autônoma, com a diretora nacional do Technovation Challenge Brasil, Camila Achutti, que a convidou para ser mentora voluntária no projeto. “Acredito que as mulheres precisam se apossar da área tecnológica porque eu vejo que este é um espaço que facilita as revoluções culturais atuais, e se a gente não aproveitar essa onda vai acontecer o que vêm acontecendo ao longo dos séculos: seremos colocadas de lado na história. A divisão sexual do trabalho é um problema seríssimo, atual, e precisamos mudar essa situação em vários segmentos, e pessoalmente quero muito influenciar outras meninas a tomarem as rédeas e se empoderarem, já passou da hora disso acontecer, na verdade”, diz Juliana.
Em um vídeo, as meninas explicam que querem distribuir informação sobre abuso online para que as vítimas possam aprender a se proteger legalmente e se empoderar através de informação. Como o isolamento é um dos efeitos do revenge porn, o app prevê também uma sala de bate-papo onde as meninas possam falar sobre o assunto. “As meninas poderão usar o aplicativo para dividir suas histórias, anonimamente ou não, porque ouvir histórias das outras ajuda a saber que você não é a única vítima. As meninas deverão preencher um formulário com nome e idade dos agressores para que isso vire uma denúncia no futuro. Também serve como ferramenta de emergência para meninas que estejam sofrendo bullying e precisam conversar com alguém”, propõem elas no vídeo.
Elas contaram ao Brasil Post que a iniciativa veio da necessidade de solucionar um problema na escola que, de certa forma, atinge a todas elas. “O compartilhamento de fotos íntimas rola muito aqui em Santos, e temos casos de meninas próximas de nós que passaram por isso. Estava na hora de dizer basta. Por que se usam apps para nos expor e humilhar porque não criar um app para nos empoderar?”, disseram. Depois que elas começaram a trabalhar no projeto, receberam críticas negativas e sofreram cyberbullying por tentar combater, justamente, o cyberbullyng. Felizmente, elas conheceram algumas vítimas na escola que as ajudaram a seguir em frente.
“Nas últimas 12 semanas, vi estas meninas se transformarem em mulheres. E vi estas mulheres se transformarem em feministas. E vi estas feministas mudarem o rumo das vidas delas, da escola delas e das vítimas que conhecerem nesse curto período. O empoderamento feminino é algo muito mágico mesmo, agora é só torcer para que a magia se multiplique para que elas consigam financiar o app”, torce Juliana. E nós torcemos por elas! Conheça mais sobre o projeto aqui.

Brasil Post 

Juíza na Bósnia é demitida por fazer exercícios nua em seu apartamento..


Uma juíza na Bósnia foi suspensa de seu trabalho porque ela foi descoberta dançando, fazendo ginástica e lendo nua em seu trabalho, tudo isso com as cortinas abertas. Como esperado, o Comitê Disciplinar dos tribunais e do Ministério Público iniciou uma investigação sobre o incidente.


Por que sem roupas? Eu acho que ela gostava de se sentir o ar fresco através de seu corpo.

Nesta situação, divide opiniões. Muitos dizem que "estamos todos nus sob a roupa. Esta mulher não fez nada errado. Ela estava sozinha em seu escritório. Mas outros pensam que apenas fazendo isso em seu escritório, já era um erro". Disse o chefe do Comitê Disciplinar


Via weblol

Jennifer Lopez é surpreendida ao ser fotografada de biquíni; veja foto

Aos 44 anos, Jennifer Lopez impressiona e deixa muita top em início de carreira nos saltinhos altos. Na noite desta segunda-feira, 21, a cantora postou em seu perfil no Instagram uma foto flagra feita pela amiga e atriz Leah Remini. No clique amigo, JLo aparece de biquíni marrom, com a barriga sequinha e nenhuma gordurinha ou pele fora do lugar. Ao ver a foto, Jennifer ainda disse que a "amiga está ficando boa nisso".

Jennifer Lopez e as curvas irretocáveis (Foto: Instagram / Reprodução)


Fonte: Ego

Oficialmente separada, Zilu se converte e vira evangélica "Congregação Cristã no Brasil"


Ex-mulher de Zezé Di Camargo passou a frequentar uma igreja da Congregação Cristã no Brasil, em São Paulo

Após assinar o divórcio de Zezé Di Camargo e terminar o romance de três meses com o músico Zé Henrique, Zilu Godoi se tornou evangélica. De acordo com informações da coluna Retratos da Vida, do jornal 'Extra', ela se converteu e passou a frequentar uma igreja da Congregação Cristã no Brasil, em São Paulo.

Segundo a publicação, a ex-mulher de Zezé foi incentivada por uma grande amiga para ir à igreja. Trata-se de Tati Morais, mulher do cantor Gian, da dupla com Giovani. No perfil do Instagram, Zilu chegou a compartilhar uma foto onde aparece durante o culto religioso. "Palavra (Jó 42) uma bençoa (sic). #deusnocomando", escreveu ela.


Fonte: ibahia.com

Os comerciais de TV mais marcantes até hoje no Brasil, Veja essa curiosidade

Propagandas que marcaram época no Brasil e são lembrados até hoje


O Brasil possui diversos comerciais marcantes que fizeram história ao longo das décadas e mascou a vida de muitas pessoas. Há comerciais que foram feitos na década de 80 e até hoje ainda é lembrando por muitas pessoas, além de ser referência também pra muitos publicitários e alunos de publicidade. Estes comerciais foram veiculados na TV e fizeram muito sucesso em suas respectivas épocas. Abaixo estão alguns vídeos destes comerciais e outras referências pra quem tiver interesse.

Garoto Bombril

DPZ – De 1978 a 2004
Este talvez seja um dos mais conhecidos, mais marcantes e um dos maiores sucessos da publicidade no Brasil. O “Garoto Bombril”, interpretado pelo ator Carlos Moreno, foi no ar na TV brasileira por mais de 30 anos e entrou para o Guinness como a campanha que ficou mais tempo no ar em toda a história da propaganda mundial. A campanha, finalizada em 2004, teve mais de 337 comerciais gravados com o mesmo ator. Em 2007, a Bombril produziu mais 7 comerciais da marca, totalizando 344 inserções de Carlos Moreno como “Garoto Bombril”. Fazendo uma busca no Youtube, você encontra vários destes comerciais pra você assistir.
Veja aqui a primeira aparição do Garoto Bombril.


Faber Castell – Aquarela 

FCB/Siboney – 1983
Ao som do sucesso do compositor Toquinho, “Aquarela Faber-Castell” é considerado até hoje um dos comerciais mais marcantes e inovadores da publicidade brasileira. Foi idealizada pela então diretora de arte da época, Christina Carvalho Pinto, da agência FCB/Siboney e produzido pela Start Filmes. A voz de uma garotinha interpretando o tema ajudou a aproximar ainda mais a peça de seu público-alvo e o resultado não poderia ter sido mais positivo para a Faber Castell. Confira aqui uma nova versão do comercial, feito em 1995.


O primeiro Valisére a gente nunca esquece

Agência W/Brasil – 1987
O comercial criado por Washington Olivetto marcou época e seu bordão “O primeiro Valisére a gente nunca esquece” macou como um dos mais conhecidos da publicidade no Brasil. A atriz do comercial é Patricia Luchesi, que ficou marcada pra sempre por causa da sua atuação neste comercial. Ela tinha apenas 11 anos na época.


Folha de São Paulo – Hitler

W/GGK – 1987
“Folha de São Paulo: o jornal que mais se compra e o que nunca se vende”. Quem assistiu jamais esqueceu do ponto preto que aparecia na tela da TV e, abrindo lentamente a câmera, em poucos segundos, centenas de outros pontos formavam um retrato em branco e preto de Hitler, ditador nazista alemão. A locução de Ferreira Martins falava das proezas do ditator: “Este homem pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho a seu povo…” e ao final a frase mais marcante: “É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade…”. O comercial foi produzido pela agência W/GGK, que futuramente passou a ser W/Brasil. Ganhou diversoss prêmios de propaganda, inclusive o Leão de Ouro no Festival de Cannes de 1988, o mais importante de todos os prêmios do festival. Confira uma releitura do comercial feita pelo movimento Bandeiras Brancas.


Shampoo Johnson’s Baby – Ta na hora de lavar a cabeça gostoso
Agência BorhiErh/Lowe – 1992

Provavelmente hoje, mais de 10 anos depois do comercial ser produzido, você ainda deve ouvir a famosa musiquinha “Gostoooooso, pra chuchu, chuá, chuá …”. Este foi um comercial que ficou muito famoso na década de 90 justamente pela música marcante e pelas “criancinhas fofinhas” cantando. Se você gosta da música, pode conferir a letra aqui.


Compre Baton! – Garoto

W/Brasil – 1992
Mais uma da agência W/Brasil, o comercial dos chocolates batom ficou muito popular entre os brasileiros, marcada pela frase dita pela menina: “Compre baton, compre baton, seu filho merece baton”. O slogan da campanha era: Baton, o chocolate da garoto que não sai da boca e nem de cabeça! E realmente, até os dias de hoje os chocolates batom ainda são um sucesso no Brasil.


Mamíferos da Parmalat

Agência DM9DDB – 1996
Se você tem mais de 20 anos deve lembrar do comercial das criancinhas vestidas de animais tomando um copo de leite Parmalat. O comercial foi um grande sucesso na década de 90 e atraia atenção de adultos e crianças. O comercial era parte de uma campanha da marca, onde a cada 20 códigos de barra de qualquer produto Parmalat e mais 8 reais, a pessoa adquiria um bichinho de pelúcia (igual as do comercial). Foi a partir daí que a marca ficou consolidada como uma das maiores do país. Curiosidade: em 2007 foi produzido novamente um comercial com “os mamíferos crescidos”. Confira aqui o vídeo.


Twix – Caramelo, Biscoito, Chocolate

Agência Almap – 2006
Criado pela agência AlmapBBDO, o filme publicitário “Gritos” é tão engraçado que marcou muito na época em que foi produzido. No comercial, um menino nasce e a primeira coisa que fala é a palavra “caramelo”. No dia em que ele vai procurar ajuda encontra com mais duas pessoas que têm o mesmo problema, porém com palavras diferentes: “biscoito” e “chocolate”. No final, eles se juntam para, supostamente, criar o chocolate Twix. O comercial é muito engraçado e pode tirar boas risadas de quem assiste.


Posto Ipiranga – Informação

Agência Talent – 2011
Este comercial dos Postos Ipiranga, intitulado “Informação” ficou bastante popular entre os brasileiros após sua veiculação na TV aberta. O sucesso foi tão grande, que outros 2 filmes foram feitos para a campanha e você pode conferir clicando aqui e aqui. E não foi só isso! A Agência Talent produziu mais 6 paródias muito engraçadas para os Postos Ipiranga, para a série “Pergunta lá” que você pode conferir clicando aqui.


Volkswagen – Brasil 70 (Novo Fusca)
Agência Almap – 2013

A Volkswagem voltou a São Paulo dos anos 1970, quando o (velho) fusca era o único carro popular do Brasil, para vender o novo Fusca. O comercial cita crenças populares da época e trás artistas até mesmo que já morreram pra aparecer no comercial. O vídeo é no mínimo interessante e há momentos engraçados também. Vale a pena conhecer essa campanha.

Confira alguns outros comerciais marcantes:

Tio Sukita (1999)

Estes são, na nossa opinião, os comerciais de TV mais marcantes do Brasil até hoje. E você, conhece algum outro comercial que marcou época e é lembrado até hoje?

Vídeo: Velhinho se empolga e... Foda-se a velhice!!!


Encontrei hoje lá no blog uhull mais um daqueles videos que esta bonbando na web, veja só a performance desse velhinho dançando é de dar inveja a qualquer muleque por ai...
A versão original do video é este abaixo...

Preso: Ex-Polegar Rafael Ilha é preso com armas em Foz do Iguaçu, diz Receita


O ex-cantor do grupo Polegar Rafael Ilha foi preso na tarde desta segunda-feira (21), na Receita Federal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Rafael e a mulher foram presos com uma espingarda 12 milímetros, munição e uma arma de choque quando voltava do Paraguai.

Rafael e a mulher tentaram passar pela fiscalização da Receita Federal em duas moto-táxi. De acordo com a Receita, os agentes pararam a moto em que Rafael estava. A mulher dele, que vinha logo atrás, tentou dar meia-volta e seguir para o Paraguai de novo, mas foi impedida.

Ao revistar o casal, os agentes da Receita encontraram a espingarda e a munição enrolados em um cobertor que estava com a mulher de Rafael. A arma estava desmontada. Com Rafael, foi encontrada a arma de choque.


De acordo com a Receita Federal, o casal pode pegar de quatro a oito anos de prisão por tráfico internacional de armas. Eles foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Federal, para que fosse registrado o flagrante.

O G1 tentou localizar a assessoria de Rafael Ilha, mas ninguém foi encontrado para explicar a situação.

Sucesso e confusões
O Grupo Polegar estourou em 1989, com a música "Dá Para Mim", e chegou a vender um milhão de discos. Rafael Ilha deixou o grupo em 1991. Depois disso, o ex-vocalista acumulou passagens pela polícia. Ele foi preso pela primeira vez em setembro de 1998, quando tentava assaltar pessoas num cruzamento para comprar drogas. À época, ele roubou um vale-transporte e uma nota de R$ 1 de uma balconista na Zona Sul de São Paulo.
Ex-Polegar, em foto de de 2009, tem várias passagens
pela polícia (Foto: Wanderlei Celestino/Futura Press )

No ano seguinte, ele foi detido por dirigir uma moto na contramão. Depois, foram duas outras prisões por porte de cocaína. Em 2000, o ex-integrante do grupo Polegar passou mal depois de engolir uma caneta, três isqueiros e uma pilha, durante uma crise de abstinência. Meses depois, ele ingeriu outras duas pilhas e precisou ser submetido a uma cirurgia, em um hospital de São Paulo, para a retirada dos objetos.

Em 2005, foi detido em Itapecerica da Serra, em frente à clínica dele, com uma arma calibre 380, com numeração raspada. Ele acabou autuado em flagrante por porte ilegal de arma. Em setembro de 2007, o ex-Polegar voltou à delegacia, mas como vítima. Rafael se dirigiu à residência de um jovem de 30 anos com intuito de convencê-lo a se internar. De acordo com a polícia, quando o homem percebeu a chegada do ex-vocalista, acabou fugindo em seu carro. Rafael passou a persegui-lo e, após um tempo, o jovem parou o carro e teria agredido o ex-cantor.

Em julho de 2008, Rafael Ilha passou 17 dias na prisão, acusado de tentativa de sequestro, formação de quadrilha e usurpação de função pública. Ele teria tentado, junto com outras duas pessoas, colocar à força em um carro a esteticista Karina Costa, de 28 anos. Ele informou à polícia que o ex-marido dela tinha entrado em contato e pedido para que a mulher fosse internada na clínica de reabilitação contra dependentes químicos do ex-Polegar. A esteticista negou ser usuária de drogas.

Em 2009, o ex-cantor foi encontrado dentro de um elevador de um condomínio todo ensanguentado. Os policiais que atenderam a ocorrência relataram na delegacia que ele dizia a frase “eu vou me matar”. Rafael ficou internado quatro dias. De acordo com o psiquiatra Aloísio Priuli, Ilha foi diagnosticado com transtorno bipolar.

Já em 2013, o ex-vocalista sofreu um acidente de moto na Ponte Octavio Frias de Oliveira, a ponte estaiada, na Zona Sul de São Paulo. Segundo a polícia, Rafael bateu com a motocicleta na mureta, depois de ser fechado por um carro. A moto pegou fogo e ficou totalmente destruída, mas o ex-Polegar conseguiu saltar do veículo e sofreu algumas escoriações.

G1

Para pagar viagem, jovem junta R$ 9 mil em 3 meses vendendo brigadeiros. Entenda...


Com R$ 20 no bolso e o sonho de viajar para a Espanha para assistir a um campeonato mundial de basquete que custaria R$ 15 mil, o árbitro João Ricci, de 26 anos, decidiu apostar em uma ideia inusitada para juntar dinheiro: produzir e vender brigadeiros na rua. Em três meses, trabalhando quatro dias por semana, Ricci conseguiu juntar R$ 9 mil. Ele já comprou as passagens e os ingressos para o Mundial.

"Tinha R$ 20 no bolso e fiz duas panelas de brigadeiro. Pensei: bom, o máximo que pode acontecer é ninguém querer comprar e eu comer tudo sozinho", disse. "Comecei a vender no terminal do Cruzeiro e passei pelos comércios do Sudoeste e, em 40 minutos, havia vendido os 50 brigadeiros. Voltei para casa com R$ 50."

Com a renda, o brasiliense comprou mais leite condensado e achocolatado e passou a vender o doce em restaurantes, parques e comércios da área central de Brasília.

Ricci diz que reservou os dias entre quinta e domingo para vender os brigadeiros. Por dia, ele vende, em média, 220 brigadeiros a R$ 1 – o que rende quase R$ 900 por semana. Segundo ele, é possível fazer a massa, enrolar os brigadeiros e vender todos em menos de cinco horas.

"Gasto uma hora para fazer a massa, que faço no dia anterior, para dar tempo de esfriar. Depois, gasto uma hora e meia para enrolar e duas horas para vender", diz. "Meu objetivo inicial era juntar R$ 1 mil por semana, mas é muito desgastante. O [ato de] vender cansa, mas é satisfatório porque você conversa com um monte de gente, o pessoal gosta, quer saber da história. Mas o que cansa, rotineiramente, é o fazer."

A Copa do Mundo foi uma grande oportunidade de vendas para o árbitro. Durante a final do campeonato, ele chegou a vender 450 brigadeiros. Os estrangeiros, segundo ele, aproveitaram a oportunidade para conhecer o doce. "Na mesa do bar a pessoa amiga, quando brasileira, sempre falava 'é chocolate brasileiro, prova', e apresentava para os gringos, que experimentavam e gostavam, porque é um doce que não existe lá fora", diz.

Apesar de ter se tornado um "expert" na produção de brigadeiros, Ricci não atribui o sucesso das vendas ao produto em si, mas à história por trás das vendas, que motiva as pessoas a contribuírem com seu projeto. Árbitro de basquete da categoria nacional do país, Ricci acredita que assistir ao campeonato mundial pode aumentar suas chances de conseguir se tornar um árbitro de categoria internacional.

"Meu tipo de serviço não é nem tão sofisticado quanto o de gente que vende doce à noite em Brasília. Tem qualidade, vem bastante dinheiro, mas tenho certeza de uma coisa: o que faz vender é a história em si e o preço. Não é uma coisa vazia. Se chego até a mesa e ofereço o brigadeiro a R$ 1, ninguém quer comprar. Mas quando falo que vendo brigadeiro para juntar dinheiro para pagar minha viagem de intercâmbio, tem outra conotação, tem a identificação de pessoas que já foram ou têm vontade de ir para fora. Isso é unânime, todo mundo tem vontade de viajar."

Apesar de afirmar ser sempre bem tratado aonde vai, Ricci conta que já chegou a ser expulso de um bar na Asa Sul. "O dono disse que os clientes poderiam passar mal e que seria responsabilidade dele. Ele foi bem grosseiro", disse.

Ele conta que garçons, gerentes e proprietários de bares são clientes fiéis. "Tem história de gente comprando 30 brigadeiros numa mesa só, tipo aniversário que iam comprar um bolo, mas decidiram não comprar e pediram tudo de brigadeiro", diz. "Uma senhora que bebe cerveja toda sexta-feira com o marido, toda vez que me encontra pede dez brigadeiros. Os garçons do Beirute também sempre compram dez de uma vez só, cada vez um paga."

Além da viagem conquistada, o árbitro afirma que vai levar como bagagem da experiência a liberdade de poder viver como ele decidir. "O que consegui perceber desse tempo é que a gente cria paradigmas no estilo de emprego e na forma de ganhar dinheiro que a gente tem que ter em Brasília. Existe uma cultura muito grande de concurso público, de formação acadêmica muito exacerbada, em que a gente tem que ser superformado, mas tem milhares de graduações e não sabe fazer nada", afirma.

"O que a gente precisa de verdade é sobreviver, é ganhar seu dinheiro para fazer suas coisas, seu projeto. Dizem que você pode ficar velho e que precisa ter um projeto de vida, mas esse projeto pode acontecer sendo funcionário público, tendo um restaurante ou vendendo brigadeiro."

G1
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